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Sex, Jul

Devido ao aumento da incidência do câncer do colo de útero entre adultos jovens pelo vírus HPV, o Hospital Belo Horizonte, junto com a MSD, realiza a semana da Vacinação contra o HPV!

A vacina contra o HPV é a forma mais eficaz de prevenção ao câncer do colo de útero - a 4ª principal causa de morte por câncer no Brasil.

 

Confira as informações abaixo:

  • Data: 26 à 30 de setembro de 2016
  • Local: Espaço Saúde do Hospital Belo Horizonte - (Av. Antônio Carlos, 1.694 - Subsolo I - B: Cachoeirinha)
  • Horário: 09h às 17h

A vacina é particular do tipo Quadrivalente. É realizada em 3 doses, conforme cronograma abaixo:

  • 1ª dose: aplicada no Hospital Belo Horizonte;
  • 2ª dose: 60 dias após a 1ª dose;
  • 3ª dose: 6 meses após a 1ª dose.

Obs.: a 2ª e 3ª dose o Laboratório Hermes Pardini entrará em contato para marcar com você o dia e o local para aplicação.

Lembre-se: para estar devidamente protegido, é necessário tomar as três doses da vacina.

Valor: cada dose sai a R$350,00. E no dia da 1ª dose você pode já pagar as 3 doses pelo valor de R$1.050,00 e pode dividir de até 10x sem juros no cartão.

 

VAMOS FAZER PARTE DESTA LUTA CONTRA O CÂNCER DO COLO DE ÚTERO NAS NOSSAS MENINAS.

PREVENIR É MAIS FÁCIL QUE TRATAR!

A HPV (Vírus do Papiloma Humano) é a mais comum das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
 
Muitas pessoas com HPV não desenvolvem sintomas, mas ainda podem afetar os outros pelo contato sexual. Os sintomas podem incluir verrugas nas genitais e na pele das regiões próximas.
 
Não há cura para este vírus, e as verrugas podem desaparecer sozinhas. O tratamento se concentra na remoção das verrugas. É recomendado que homens e mulheres tomem a vacina que previne as variedades de HPV que mais causam verrugas genitais e câncer cervical.
 
A ginecologista do Hospital Belo Horizonte, Dra. Luciana França, fala sobre os principais pontos da doença HPV - Vírus do Papiloma Humano e da importância da vacinação.

Confira a entrevista abaixo, e fique de olho na Campanha de Vacinação contra o HPV no HBH.

 

P.: O que é HPV? 

L.: É um vírus chamado Vírus do Papiloma Humano, que causa em 70% dos casos o câncer de colo de útero - a segunda causa mais comum de morte em mulheres jovens, numa estatística mundial. A maior incidência são entre mulheres de 15 a 25 anos com um aumento significativo do número de casos.

 

P.: Como acontece a transmissão do vírus?

L.: O vírus é, frequentemente, transmitido pela relação sexual vaginal, anal, ou oral, podendo ser, também, transmitido pela via vertical (parto vaginal) de mãe pra filho e menos frequente por contaminação. Ou seja, compartilhar toalhas e roupas íntimas podem causar a transmissão, mas em um índice muito baixo.

 

P.: Quais são os sintomas?

L.: Geralmente o HPV não apresenta sintomas. O diagnóstico é feito por meio do exame de Papanicolau, mas pode aparecer verrugas genitais semanas ou meses após o contato com o parceiro portador do vírus. O que vai definir o aparecimento das verrugas ou da doença é o sistema imunológico de cada mulher.

 

P.: Como prevenir?

L.: Uso de preservativo. Orientação À população jovem sexualmente ativa, e à população que está começando a vida sexual. O exame de Papanicolau não previne, mas faz o diagnóstico precoce, auxiliando no tratamento e evitando complicações. A real prevenção e a mais efetiva é a Vacina.

 

P.: Qual o tratamento para o HPV?

L.: O HPV não tem tratamento, mas tem cura. Trata-se das verrugas, porém quando elas são removidas não quer dizer que o vírus foi eliminado do organismo. Será o próprio sistema imunológico que eliminará o vírus e não há nada que possa acelerar esse processo. A situação é igual para pacientes que desenvolvem lesões pré-malignas do colo do útero. Diante desse quadro vem a importância da vacinação.

 

P.: Existe tipos diferentes do vírus?

L.: Atualmente sabe-se que existe mais de 200 tipos de vírus de HPV, mas apenas 45 deles são capazes de infectar o trato genital feminino e masculino. Desses 45 vírus, há dois grupos denominados:

  • Grupo de alto risco oncogênicos: em 70% dos casos evolui para o câncer de colo de útero. Os principais vírus são o 16 e 18.
  • Grupo de baixo risco oncogênicos: causam apenas as lesões e verrugas. São os vírus 6 e 11.

 

P.: Por que é tão importante vacinar?

L.: Uma vez que não há 100% de prevenção, iniciou-se pesquisas para um combate do vírus - uma vacina. Assim como houve para Sarampo, Rubéola, Hepatite B e outras doenças. Hoje há 2 tipos de vacinas, a Bivalente (contra o HPV 16 e 18 GSK - não é mais preconizada) e a Quadrivalente (contra o HPV 6, 11, 16, 18). A recomendação do Ministério da Saúde é a Quadrivalente por abranger um maior número de cepa do vírus. No caso da vacina Quadrivalente há uma eficácia de 90 a 100% para lesões pre´-cancerosas do colo do útero, vulva e vagina e para verrugas em mulheres de 15 a 46 anos. A produção de anticorpos foi de 100% em mais de 200 mil mulheres. Estudos estão sendo realizados em homens com a mesma finalidade.

 

P.: Quem deve vacinar?

L.: O Ministério da Saúde orienta a vacinação como principal forma de prevenção da doença. O ideal é ser feita antes do inícios da atividade sexual, mas a indicação é para mulheres de 9 a 45 anos e homens de 09 a 26 anos de idade.

 

P.: Qual o papel do homem na prevenção do HPV e por quê ele deve vacinar?

L.: Os estudos no sexo masculino estão sendo concluídos, mas já se vacina meninos de 09 a 26 anos.

 

P.: Por que tomar a vacina particular?

L.: A diferença é que a população beneficiada pelo SUS é muito limitada. A indicação do SUS é para meninas de 09 a 13 anos e não inclui os meninos. Enquanto a vacina da rede provada abrange uma população maior (mulheres de 09 a 45 anos e homens de 09 a 26 anos), aumentando assim o combate efetivo da doença. Outra diferença é que no SUS é realizada a vacinação por campanhas, enquanto na rede privada ela acontece durante todo o ano.

 

Vamos fazer parte desta luta contra o câncer de colo de útero nas nossas meninas.

Prevenir é mais fácil que tratar!

 

 

Edição/criação: Luana Melo (Comunicação e Marketing do HBH)

Entrevistado(a): Dra. Luciana França (Ginecologista do HBH - CRM: 231285

 

Devido o aumento da incidência do câncer do colo de útero entre adultos jovens pelo vírus HPV, o Hospital Belo Horizonte, junto com a MSD, faz a semana de Vacinação contra o HPV. Confira a programação aqui!

Participem! Divulguem!

Hospital Belo Horizonte realiza a primeira cirurgia de Hérnia por Videolaparoscopia

A medicina evolui o tempo inteiro. Desde os primórdios até a presente data muitos métodos foram avaliados, aperfeiçoados e em alguns casos, até descartados. Você consegue imaginar que em pouco tempo atrás o mercúrio, substância química altamente radioativa que pode até matar, era utilizado como um antisséptico para tratamento de doenças de pele, incluído até mesmo em sabonetes e outros produtos?

E como não poderia ser diferente, todo o Corpo Clínico do Hospital Belo Horizonte acompanha essas mudanças e evoluções. O exemplo mais recente foi a primeira cirurgia de Hérnia realizada no Hospital Belo Horizonte através do método videolaparoscópico. Esse método substitui o método convencional, e evita que a técnica utilizada seja a de abrir o paciente para corrigir a falha.

O procedimento foi realizado pela equipe de Cirurgia Geral do Hospital Belo Horizonte, composta pelo Dr. Aguinaldo Eustáquio Passos Botelho, Dr. Carlos Eduardo de Castro Areal e Dr. Rodrigo Martins Sales, todos especialistas em Cirurgia Geral pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Associação Médica Brasileira e Membros titulares do Colégio Brasileiro de Cirurgiões-CBC. “No nosso serviço de cirurgia, eu, Dr. Rodrigo e Dr. Aguinaldo estamos com bons resultados para tratamento de hérnia inguinal por via laparoscópica, abordagem pré-peritoneal (TAPP), as quais recomendamos principalmente para hérnias inguinais recorrentes após reparo aberto convencional” afirma Dr. Carlos Eduardo.

A hérnia é quando uma estrutura, órgão ou seu revestimento, passa por uma parede ou cavidade que deveria servir para contê-la. Tal situação gera dor no local e um inchaço na área afetada. “É comum os pacientes relatarem um 'caroço' na região inguinal, principalmente após esforço físico e algumas vezes dores no local”, completa Dr. Rodrigo. Existem dois tipos de hérnias inguinais, aquelas que são mais comuns nas crianças pela persistência do conduto peritoneovaginal, as Indiretas e aquelas mais comuns nos adultos, pela fraqueza da parede Inguinal, chamadas de Diretas.

A técnica por vídeo para esse procedimento é recente. "Na cirurgia videolaparoscópica observamos menor incidência de infecção de pele e hematoma, menos dor pós-operatório e crônica, e rápido retorno às suas atividades habituais", argumenta Dr. Carlos. "Nesse momento de crise em que vivemos, diminuir o período de inatividade profissional vem se tornando cada vez mais uma preocupação para nossos pacientes", completa o cirurgião.  

A partir do momento em que é feito o diagnóstico de hérnia, deve-se pensar no tratamento cirúrgico, seja convencional ou laparoscópica, deixando a laparoscópica principalmente em caso de recidiva após a técnica aberta. "A técnica convencional é através de uma incisão, inguinotomia, e pode ser com ou sem colocação de tela. Já a técnica laparoscópica, usa três pequenas incisões para passagem do vídeo, das pinças e colocação de tela", explica Dr. Aguinaldo.  

Para um cirurgião se qualificar a fazer Herniorrafia por vídeo é necessária uma boa experiência em cirurgias laparoscópicas, conhecimento anatômico da região e treinamento com preceptorias. Todos esses pré-requisitos foram atendidos pela equipe, que ainda fizeram um curso de capacitação em São Paulo, onde a técnica é mais difundida.

A cirurgia foi um sucesso e a recuperação do paciente está seguindo todo o planejamento.

Para marcar consultas com os médicos acima citados, clique aqui. Você também pode agendar sua consulta pelo telefone (31) 4020-5062.

Foto (esquerda para direita): Dr. Carlos Eduardo, Dr. Aguinaldo Eustáquio e Dr. Rodrigo Martins.

 

Matéria: Guilherme Guerra (Gestão do Corpo Clínico)

Edição: Luana Melo (Comunicação)