O diabetes mellitus é um dos mais importantes problemas de saúde na atualidade, tanto em termos do número de pessoas afetadas, incapacitavéis, mortalidade prematura, como dos custos envolvidos no seu controle e no tratamento de suas complicações.
No Brasil, a prevalência do diabetes, na população urbana de 30 a 69 anos é de 7,6 %. Do total de casos de diabetes, 90 % são do tipo 1, 5 a 10 % do tipo 2 e 2% do tipo secundário ou associado a outras síndromes.
A tolerância a glicose diminuída, condição de maior risco tanto de evoluir para o diabetes como de desenvolver doença aterosclerótica, tem prevalência de 7,8 %. Representa uma situação onde as medidas de intervenção podem apresentar grande impacto, modificando sua evolução.
Definição
O diabetes mellitus inclui um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia (aumento de açúcar no sangue), resultante de defeitos na secreção de insulina, defeito na sua ação, ou em defeitos de ambas. A hipergluemia se manifesta por sintomas como poliúria (aumento do volume de urina), polidipsia (sede intensa), perda de peso polifagia e visão turva, ou ainda por complicações agudas que podem levar ao risco de vida, como nos casos de cetoacidose diabética e de síndrome hiphosmolar não cetótica. A hiperglicemia crônica é associada ao dano, bem como a disfunção e a falência de vários órgãos, principalmente olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos.
Classificação
I. Diabete tipo 1
II. Diabete tipo 2
III. Outros tipos específicos
IV. Diabete gestacional
O diagnóstico do diabetes será realizado diante de alguma das seguintes situações:
O diagnostico de diabetes acarreta conseqüências profundas para o paciente, dos pontos de vista médio e social. Então, o profissional de saúde deve ter a certeza de que esses critérios estão plenamente satisfeitos antes de definir o diagnóstico.
Devido a um grande número de pessoas que satisfazem esses critérios atuais desconhencerem o fato de que são portadores de Diabetes é necessário uma triagem a cada três anos de todas as pessoas com mais de 45 anos de idade, e também daqueles que apresentem fatores de risco para o Diabetes tipo 2 (história familiar de diabetes; obesidade; dislipidemia; hipertensão arterial sistêmica; história de Diabetes gestacional; membros de grupos étnicos de elevada prevalência de diabetes).
As complicações do diabetes podem ser agudas (hipoglicemia e cetoacidose diabética) e crônicas que afetam vários sistemas orgânicos e são responsáveis pela maior parte da morbidade e mortalidade associadas a doença.
Complicações crônicas:
Neuropatia (sensorial e motora)
Nefropatia
Doença vascular periférica
Doença cerebrovascular
O tratamento do Diabetes tem os seguintes objetivos :
Podemos adotar as seguintes medidas terapêuticas:
O suporte educacional é essencial para o êxito do tratamento. O paciente e seus familiares devem ser instruídos sobre a doenca, o tratamento, as conseqüências da doença não tratada ou mal tratada (complicaçoes) e as medidas que podem usar para evitar complicações crônicas como por exemplo cuidados com os pés para prevenção de lesões.